Em 2006, um ano antes da certificação internacional, Santa Catarina exportava 184 mil toneladas de carne suína, faturando US$ 310 milhões. Dez anos depois, esse número saltou para 274 mil toneladas e trouxe US$ 555,2 milhões para o estado, um aumento de 48,5% na quantidade e 79% na arrecadação.
O cenário é o mesmo para a carne de frango, que se tornou o primeiro produto das exportações catarinenses, faturando mais de US$ 1,7 bilhão no último ano, 76,3% a mais do que em 2006. Há uma década, a quantidade exportada também era menor, foram 757 mil toneladas que saíram do estado, 32% a menos do que em 2016.
Com o reconhecimento da OIE, Santa Catarina teve acesso a grandes compradores de carnes como Rússia, China, Hong Kong e mais recentemente a Coreia do Sul. Era justamente esse o objetivo do Estado quando buscou a certificação internacional – conquistar mercados exigentes. “Nós sabíamos que Santa Catarina tinha potencial para ser um grande produtor de aves, suínos e leite e a certificação internacional era indispensável para aumentarmos a produção e conquistarmos novos mercados”, lembra o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa.
O último foco de febre aftosa em Santa Catarina aconteceu em 1993 e a partir de 2000 foi suspensa a vacinação contra a doença. Em 25 de maio de 2007 representantes do Governo do Estado compareceram à Assembleia Mundial da OIE, onde receberam o certificado que faz do estado uma zona livre de febre aftosa sem vacinação.
Após 10 anos de certificação internacional, Santa Catarina se mantém como o único estado brasileiro com esse status sanitário diferenciado. Na América do Sul, outras áreas livres da doença sem vacinação existem na Argentina, Bolívia, Colômbia, Peru e Equador. Apenas o Chile é reconhecido pela OIE como país livre de febre aftosa sem vacinação.
Para conquistar e manter a excelência em sanidade animal, Governo de Santa Catarina, Ministério da Agricultura, agroindústrias e produtores rurais estão unidos. O secretário adjunto da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, ressalta o papel decisivo dos pecuaristas nesse processo. “Os produtores catarinenses entenderam a importância da certificação internacional para valorizar os produtos e tem sido o esforço e a colaboração de cada um que permitiu que chegássemos até aqui e permanecêssemos há 24 anos sem nenhum caso de febre aftosa no estado”, ressalta.