Brasil deve se aproximar de 10 milhões de bovinos confinados em 2026

A pecuária intensiva brasileira deve atingir um novo recorde em 2026, com previsão de 9,78 milhões de bovinos confinados, crescimento de 5,7% em relação aos 9,25 milhões de cabeças registrados em 2025. Os dados são do Censo de Confinamento elaborado pela dsm-firmenich em parceria com o Cepea.

O avanço mantém uma tendência observada nos últimos anos. Em 2017, o Brasil confinava cerca de 4,9 milhões de bovinos, número que praticamente dobrou em menos de uma década. Considerando toda a série histórica, iniciada em 1998, o crescimento médio anual da atividade é de aproximadamente 7%.

O levantamento também aponta uma crescente profissionalização da pecuária de corte, com maior adoção de tecnologias de gestão, monitoramento de desempenho e análise de dados para apoiar as decisões dentro das propriedades.

Outro destaque é a importância da nutrição animal dentro dos sistemas de confinamento. O modelo intensivo depende de dietas formuladas com precisão para maximizar o ganho de peso, melhorar a conversão alimentar e aumentar a eficiência produtiva dos animais. A disponibilidade de grãos e coprodutos da agroindústria também tem contribuído para a expansão desse sistema no país.

Entre os indicadores observados no estudo, os animais apresentaram ganho médio de 7,22 arrobas em 98 dias de confinamento, com retorno médio sobre o investimento de 16,31%, demonstrando a relevância econômica da atividade para a cadeia da carne bovina.

Fonte: Canal Rural

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