Fechamento do Estreito de Ormuz pode afetar de 25% a 30% do fornecimento global de fertilizantes e ameaça encarecer toda a cadeia de produção de alimentos.
Por trás de cada bife, de cada quilo de carne suína ou de frango, há uma cadeia que começa no solo — e ela está sob pressão. O conflito no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz vêm impedindo que de 25% a 30% dos fertilizantes em escala global cheguem aos campos agrícolas, com destaque para insumos essenciais como ureia, amônia e fosfatos. Agroportal
O impacto é estratégico para o Brasil, que importa a maior parte dos fertilizantes que utiliza — cerca de 85% do total. Com a oferta mundial restringida, os preços já reagem: a FAO estima que os preços globais de fertilizantes poderão se manter de 15% a 20% mais altos na primeira metade de 2026 caso a crise continue. Outras medidas protetivas pelo mundo, como a suspensão de exportações de ureia e de nitrato de amônio por diferentes países, agravam o quadro. CartaCapital + 2
O reflexo chega direto à pecuária. Fertilizante mais caro encarece o milho e a soja — base da alimentação animal — e, por consequência, o custo de produzir carne, leite e ovos. Ou seja: no mesmo momento em que a proteína do Sul colhe recordes de exportação, o produtor precisa redobrar a atenção com os custos do outro lado da porteira.
É aqui que a nutrição estratégica ganha ainda mais relevância. Aproveitar melhor cada quilo de ração, melhorar a conversão alimentar e fortalecer a sanidade do rebanho são caminhos concretos para proteger a margem quando os insumos apertam. Esse é o trabalho que a VitallTech do Brasil faz lado a lado com o produtor: transformar eficiência nutricional em resiliência econômica.
Fonte: Expresso / Agroportal (com dados de FAO, RaboResearch e StoneX).