Em um dos sistemas avaliados, com intensificação moderada e lotação equilibrada, o estoque de carbono no primeiro metro do solo passou de 102 para 162 toneladas por hectare entre 2011 e 2020. O resultado representa um aumento expressivo e evidencia a contribuição das gramíneas cultivadas para a incorporação de matéria orgânica.
Os pesquisadores também observaram que a intensificação mais elevada não necessariamente apresentou os melhores resultados. Áreas com maior quantidade de fertilizantes, irrigação e lotação animal não superaram o desempenho do sistema de manejo moderado, indicando a importância do equilíbrio entre crescimento das forrageiras e consumo pelos animais.
Além de contribuir para a conservação ambiental, a recuperação das pastagens pode melhorar a retenção de nutrientes e favorecer a produtividade pecuária. O estudo mostra que o manejo planejado das áreas já utilizadas pela atividade é uma estratégia para produzir com mais eficiência e ampliar os benefícios ambientais.
Fonte: Agência FAPESP publicado em 19/10/2026