Valorização da carne suína melhora as perspectivas para os produtores

As cotações do suíno vivo e da carcaça suína voltaram a subir no Brasil durante outubro de 2026, após atingirem níveis baixos em agosto. O movimento foi associado ao aquecimento da demanda, à desaceleração do crescimento dos abates e à redução do peso médio das carcaças, fatores que influenciaram a disponibilidade de produto no mercado.

No comércio exterior, as exportações brasileiras de carne suína, considerando produtos in natura e processados, chegaram a quase 1,18 milhão de toneladas entre janeiro e setembro. O volume representou crescimento de aproximadamente 6,2% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando a presença da proteína brasileira no mercado internacional.

Outro fator importante foi a redução das cotações do milho ao longo de outubro. Como o cereal representa uma parcela relevante da alimentação dos suínos, a diminuição do custo desse insumo contribuiu para melhorar a relação entre o preço recebido pelo produtor e os gastos com alimentação.

A combinação entre valorização da carne e recuo do milho aproximou a atividade de uma relação de troca mais favorável à rentabilidade. Apesar disso, o comportamento dos custos e da demanda continuará influenciando as margens dos produtores nos próximos meses.

Fonte: O Presente Rural publicado em 23/10/2026