“Em 18 anos, vi muita coisa na pecuária. No início deste século, estávamos bem atrás da agricultura, que avançou em precisão, tecnologia, etc. Eu falava sobre rastreabilidade animal, identificação individual com brinco, e muito pecuarista não apoiava, defendendo a tradicional marca a fogo. O Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina), com muitas transformações e evolução na regra, certamente serviu como base para traçar um padrão de identificação dos animais. A cadeia começou a ver como era importante. A identificação individual, balança e um sistema informatizado representam o tripé para um início de uma boa gestão que a fazenda deve buscar”, explica.
No entanto, o número de abates caiu, o câmbio ajudou as vendas externas, o consumo interno firmou-se com o auxílio de emergência do governo federal, o brasileiro ficou mais em casa e comprou mais carne bovina. “Porém, fico um pouco preocupado com a dependência grande de nossos clientes China e Hong Kong. É um canal que comprou aproximadamente 60% da nossa exportação de proteína animal. É prudente que tentemos pulverizar o número de nossos clientes externos. Nesse sentido, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está realizando um excelente trabalho, negociando com México, Canadá, Coreia do Sul e Japão, que não compram do Brasil e são os que mais pagam pela tonelada de carne in natura. O resultado deve ser positivo, não está distante, pela competência mostrada pelo governo em conversar, alinhar os protocolos sanitários e acertar os acordos de comercialização”, disse.
Fonte: AgroLink