Segundo Paulo Fernando Machado, professor da Esalq e criador da Clínica do Leite, a qualidade da produção não se eleva a partir do momento em que o produto sai da fazenda. O animal é o responsável pela qualidade do leite, então bom pasto, confinamento, boa saúde e genética. Por fim, a higiene da ordenha, a época do ano e o resfriamento do leite cru também são cruciais. Os testes, porém, são feitos quando o leite sai da fazenda.
Para o fazendeiro, os resultados indicam o bom ou mau funcionamento de seus processos produtivos. Assim avalia seu equipamento, os cuidados quanto à higiene, à nutrição de seu rebanho, e os adapta em busca de melhores resultados. Já à indústria, os testes apontam o melhor uso daquele leite. Se deve virar iogurte, queijo, ou se nem mesmo precisa passar por processos mais complicados e ser vendido simplesmente como leite.
Esse avanço de qualidade, efetividade e produtividade é crucial para que o Brasil consiga concorrer com países como Argentina, Uruguai e Estados Unidos. O leite nacional é importado, sobretudo, a países deficitários na produção alimentícia, como Venezuela e países do Oriente Médio. Fora que possui balança comercial, ou seja, parte da mercadoria consumida em território nacional é proveniente de outros países.