Tudo isso, claro, se reflete nos volumes projetados para a totalidade do mês, agora bem mais promissores do que os levantados uma semana atrás. Ou seja: a carne bovina sinaliza embarques superiores a 150 mil toneladas, prometendo incremento de quase 20% em relação a julho passado e 27% a mais que o exportado há um ano. Se confirmado, o volume previsto corresponderá, também, a novo recorde do setor.
Com expansão mais modesta, a carne suína pode chegar às 60 mil toneladas, aumentando em torno de 5,5% e 2% em relação a, respectivamente, o mês anterior e o mesmo mês de 2017. Já o volume de produto in natura da carne de frango tende a girar em torno das 400 mil toneladas, volume que, se alcançado, será cerca de 9% inferior às (discutíveis) 438,3 mil toneladas de julho último. No comparativo com agosto de 2017 (382,5 mil toneladas) haverá um incremento pouco superior a 4%.
Sete dias atrás (14 de agosto), ao analisar os fracos resultados apresentados pelas carnes na segunda semana do mês, o AviSite observou que, na prática, as exportações vinham caminhando melhor do que o apontado (pela SECEX/MDIC). Agora, isso está confirmado. Mesmo assim é oportuna nova ressalva: os resultados efetivos de agosto ainda podem ficar aquém do projetado neste instante.