Com isso, conforme colaboradores do Cepea, as aquisições de novos lotes ocorrem apenas quando há necessidade de atender a demanda de curto prazo. Do lado vendedor, a oferta está maior, já que muitos agricultores precisam escoar a produção para entrada da segunda safra. No geral, no entanto, ressalta-se que a liquidez é limitada pelas incertezas quanto aos fretes.
Nesse cenário, os preços estão em queda em praticamente todas regiões acompanhadas pelo Cepea, com exceção de algumas praças consumidoras do Nordeste, justamente por conta da dificuldade logística. Entre 15 e 22 de junho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) recuou 5,4%, fechando a R$ 37,89/sc de 60 kg na sexta-feira (22).
Soja
O prêmio de exportação do complexo soja subiu com força no Brasil nos últimos dias, impedindo o repasse das baixas internacional e do dólar aos valores domésticos, afirma o Cepea. Além disso, segundo os analistas, sojicultores brasileiros estão retraídos das vendas da oleaginosa, uma vez que já escoaram grande parte da safra 2017/18 e comercializaram uma parcela da 2018/19 a preços mais elevados.
A oferta de soja também está menor, devido à indefinição da tabela de frete mínimo, que segue limitando os negócios. Entre 15 e 22 de junho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) subiu 1,4%, a R$ 84,70/saca de 60 kg na sexta-feira (22). No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná registrou alta de 1,6%, a R$ 78,25/sc de 60 kg no dia 22.